Santa Bárbara: o braço morto do arroio que ainda vive na memória

 

Especialização em Conservação de Patrimônio Cultural em Centros Urbanos
Universidade Federal do Rio Grande do Sul – Brasil
Glenda Dimuro

 
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Este trabalho relata a história do arroio Santa Bárbara, desde as primeiras ocupações da cidade de Pelotas até os atuais. Através de narrativas, história, mapas, fotos, notícias de jornais e relatos foi possível perceber a verdadeira importância que esse arroio teve para a cidade, desde a sua fundação até meados do século XX, quando o descaso com o Patrimônio Ambiental fez com que o Santa Bárbara ficasse quase que totalmente poluído, com ocupações irregulares em suas margens e por fim fosse aterrado e seu curso natural desviado para uma zona ainda não urbanizada da cidade.

Esse fato, além de “quase” acabar com a memória do arroio, trouxe outros problemas como constantes alagamentos do braço morto do arroio, como se a natureza sempre teimasse em trazer as águas para o local de origem. Ainda podemos falar quase porque ele segue vivendo na memória de alguns e também porque existem vestígios que comprovam a sua passagem pela zona central da cidade.

Através desse trabalho, mostraremos a trajetória do arroio pelo tempo: veremos o arroio que realmente existiu e não apenas enxergaremos os cacos que dele sobraram. Será possível reconhecer quem foram os verdadeiros “culpados” pela morte do Santa Bárbara e o que pode ser feito para revivê-lo no imaginário daqueles que nunca viram suas águas correrem em seu curso natural e nem ao menos sabem de sua importância no passado da Cidade de Pelotas.